Brasília: reencontros, memórias e dias especiais no coração do Brasil

10 a 23 de abril de 2026

Viajar para Brasília sempre mexe com a nossa memória afetiva. Não é apenas voltar a uma cidade bonita, planejada e cheia de monumentos; é reencontrar pedaços importantes da nossa história, rever amigos queridos, abraçar a família e revisitar sabores, ruas e costumes que continuam vivos dentro da gente.

Desta vez, a viagem teve um sabor ainda mais especial. Saímos no dia 10/04/2026, num voo às 4h30 da manhã, com chegada em Brasília às 7h00. Fomos direto para o apartamento da Bruna para deixar as malas, já que nosso Airbnb só estaria liberado ao meio-dia, e começamos o dia matando a saudade do café da manhã na Pão Dourado Panificadora, no Sudoeste — um daqueles lugares que, só de entrar, já despertam lembranças de outros tempos.

Os primeiros dias foram dedicados aos reencontros. Tivemos a alegria de estar com a família, especialmente com nossa neta Catarina, que completou 1 ano no dia 06/04, além de Henrique e Noemi, Bruna, Kido e Nhaja. Também aproveitamos para rever amigos muito queridos e retornar aos bares, restaurantes e carrocinhas de comida de rua que fazem parte da nossa história na cidade: Manara, Pão Dourado da 302 do Sudoeste, Serpentina Zero Grau — hoje Esquina 301 —, Fausto e Manoel, no Sudoeste, e o sempre lembrado cachorro-quente do Dudu (Garotinho).

Foram dias de caminhadas pelo Sudoeste, de conversas sem pressa, de mesa compartilhada e de abraços demorados. Estivemos com os amigos do CCC — Estevão, Carol e Maria, Geraldo e Márcia, Weber e Syl, João Marcos, Luciana e Nicolas, João Paulo —, além de Gabi, Jonas e Fernandinho, Sérgio, Vera e o neto Augusto, e conhecemos Marcos e a Zélia sogro e a sogra no Nicolas (filho da Vera e do Sérgio), Rodrigo e Rafael ( filhos da Diãine). E ainda participamos do aniversário de 1 aninho do Antônio, filho do Filippe e da Pâmela. Brasília, mais uma vez, nos recebeu como quem abre a porta de casa.

Um pouco de Brasília antes do roteiro

Brasília tem essa capacidade rara de unir grandeza urbana e poesia. A cidade nasceu oficialmente em 1960, mas alguns dos seus lugares mais simbólicos começaram a ser erguidos antes mesmo da inauguração. Em muitos pontos da capital, a sensação é de que a arquitetura não foi feita apenas para ocupar o espaço, mas para dialogar com o céu imenso, com a luz e com o horizonte do Planalto Central.

Não por acaso, tantos dos lugares que revisitamos ou apresentamos aos nossos amigos carregam a assinatura de nomes como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Burle Marx, Athos Bulcão e Marianne Peretti. Em Brasília, o passeio nunca é apenas visual: ele também é histórico, político, cultural e emocional.

Dia 16/04/2026 – Mostrando Brasília para Alexandre e Rosana

No dia 16/04, Alexandre e Rosana chegaram de João Pessoa para conhecer Brasília, e nós tivemos o prazer de ser seus guias entre os dias 16 e 19.

Às 11h00 nos encontramos na Localiza do aeroporto para pegar o carro alugado, na Discovercars.

De lá fomos para o Hotel St Paul, deixamos as malas e seguimos para o almoço no Manara Restaurante Libanês, na Asa Sul, uma casa muito bem avaliada e já tradicional para quem gosta de culinária árabe em Brasília. O restaurante é daqueles lugares que costumam agradar tanto pela variedade quanto pelo sabor marcante da cozinha libanesa.

Depois do almoço, começamos nosso passeio pelo Sudoeste, bairro onde moramos e pelo qual temos enorme carinho. Passamos pelos locais onde vivemos, pela rua principal e pelo comércio da região. As mulheres ainda aproveitaram para entrar e comprar na By Dai e na Constance, e voltamos à querida Pão Dourado. Foi um início de roteiro carregado de memória, daqueles passeios em que cada esquina rende uma história.

Parque da Cidade Sarah Kubitschek

Seguimos então para o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, um dos grandes orgulhos de Brasília. O parque tem 420 hectares, recebe milhares de frequentadores durante a semana e nos fins de semana, e reúne um verdadeiro time de craques da capital: projeto de Oscar Niemeyer, paisagismo de Burle Marx, urbanismo de Lúcio Costa e azulejos de Athos Bulcão. Ali há churrasqueiras, quadras esportivas, parques infantis, lagos, centro hípico, restaurantes e um enorme pavilhão de exposições. É um espaço democrático, amplo, muito vivo e essencial para entender o lado mais cotidiano de Brasília, além dos monumentos.

Memorial JK e Torre de TV

Do parque seguimos para o Memorial JK, onde fizemos visita interna e voo de drone na área externa. O memorial guarda objetos, documentos, roupas, fotos e lembranças ligadas à vida de Juscelino Kubitschek e à construção de Brasília. O espaço preserva relíquias da trajetória política e pessoal de JK, incluindo a Sala de Metas, a biblioteca montada como no apartamento de Copacabana e a câmara mortuária, em um ambiente marcado por obras de Athos Bulcão e vitral de Marianne Peretti. O edifício foi projetado por Niemeyer e inaugurado em 1981, por iniciativa de Sarah Kubitschek.

Na sequência, fomos para a Torre de TV, outro clássico da cidade. Com 230 metros de altura, ela é um marco visual de Brasília e uma das estruturas mais altas do país. Inaugurada em 1967, a torre foi pensada por Lúcio Costa e oferece um mirante a 75 metros do chão, de onde se tem uma leitura muito bonita do Plano Piloto, das asas e do Eixo Monumental. A visita fica ainda melhor com a Feira da Torre e a fonte luminosa no entorno, estava com problemas no elevador e por isto a subida estava impedida.

Santuário Dom Bosco

A Igreja Dom Bosco continua sendo um dos lugares mais impressionantes de Brasília. Quem entra ali tem a sensação de estar dentro de um céu azul iluminado. O santuário possui 80 colunas com mais de 15 metros de altura e cerca de 2,2 mil m² de vitrais, em 12 tonalidades de azul, com pontilhados brancos que criam um efeito delicado e quase místico. Quando a luz atravessa os vitrais, o interior inteiro parece flutuar. À noite, o grande lustre de vidro Murano assume o protagonismo e transforma o ambiente em algo ainda mais solene.

Complexo esportivo e noite no Mané Mercado

Ainda passamos pelo Estádio Nacional Mané Garrincha e pelo Ginásio Nilson Nelson, dois marcos importantes da cidade contemporânea, onde fizemos mais um voo de drone, com imagens lindas, antes de encerrar o dia no Mané Mercado, espaço gastronômico descontraído, muito bem localizado e perfeito para fechar uma tarde de turismo urbano. O local reúne restaurantes, bar, choperia, coquetelaria, música e clima animado — e foi exatamente assim que encontramos o lugar. Petiscos, gin com sprite, cervejas e uma noite deliciosa. O Mané Mercado combina gastronomia, encontros e vida noturna.

Voltamos ao hotel cansados, mas muito felizes com tudo o que conseguimos mostrar logo no primeiro dia.

Dia 17/04/2026 – Monumentos, fé, lago e alguns contrastes de Brasília

Depois de uma ótima noite de sono e do bom café da manhã do Hotel St Paul, saímos para o segundo dia de roteiro.

Biblioteca Nacional de Brasília e Museu Nacional da República

Começamos pela Biblioteca Nacional de Brasília. Para nós, a visita não compensou tanto quanto esperávamos. O prédio impressiona pela escala, mas sentimos os espaços muito grandes e pouco acolhedores, com uma experiência distante daquela ideia de biblioteca viva e convidativa. Essa sensação encontra eco em reportagens antigas que já apontavam problemas de infraestrutura no conjunto cultural, como infiltrações, mofo, lixo e piso solto.

No Museu Nacional da República, a impressão foi parecida. O edifício continua sendo lindo por fora e poderoso como imagem arquitetônica, mas a experiência interna deixou a desejar. Além da nossa percepção sobre a pouca atratividade das obras em exposição naquele momento, há um histórico de dificuldades administrativas e operacionais: o museu já enfrentou falta de orçamento próprio, limitações curatoriais e obstáculos para consolidar uma gestão mais estável.

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

Daí seguimos para a Catedral de Brasília, e ali o passeio voltou a se elevar. A Catedral continua maravilhosa. Niemeyer se inspirou em mãos postas em oração para desenhar o monumento. Logo na entrada estão os Evangelistas, de Alfredo Ceschiatti; no interior, os três anjos suspensos por cabos de aço e os vitrais de Marianne Peretti criam um conjunto de rara beleza. O campanário com quatro sinos doados pelo governo espanhol e o batistério com painel de Athos Bulcão completam a experiência. É daqueles lugares que nunca decepcionam.

Setor de Embaixadas, Píer 21 e Lago Sul

Seguimos pelo Setor de Embaixadas Sul, sempre interessante pela arquitetura e pelo cuidado paisagístico de cada representação diplomática.

Depois fomos ao Píer 21, onde tomamos um chope no bar Viking enquanto as mulheres aproveitaram a Constance Calçados.

Passamos pela segunda ponte e seguimos mostrando o Lago Sul, com suas casas amplas, ruas arborizadas e aquela Brasília mais residencial e sofisticada.

Ermida Dom Bosco

A Ermida Dom Bosco foi outro ponto alto do dia, ainda mais com o voo de drone. O local é especial por vários motivos: foi o primeiro templo construído em Brasília, inaugurado em 1957, antes mesmo da fundação oficial da capital. Fica às margens do Lago Paranoá, no paralelo 15, justamente associado ao sonho profético de Dom Bosco sobre uma futura cidade no Planalto Central. A pequena capela em forma de pirâmide triangular, revestida em mármore e coroada por uma cruz metálica, tem enorme força simbólica e ainda oferece uma das vistas mais bonitas da cidade e do lago. O monumento fica dentro de uma unidade de conservação com 131 hectares, ótima para caminhada, contemplação e pôr do sol.

Barragem, Churrascaria Paranoá e o almoço no Nonna Augusta

Depois passamos pela barragem e pela Churrascaria Paranoá, onde conversamos com o Fábio e tivemos mais uma verdadeira aula sobre Brasília. Em seguida, seguimos pelo Lago Norte, mostrando mais um lado da cidade, antes de almoçar no Nonna Augusta, que foi simplesmente sensacional.

O restaurante, na Asa Norte, faz jus à fama. Tivemos uma entrada de polenta com ragu, depois gnocchi de batata-doce com ragu de ossobuco, e encerramos com o delicioso brigadeiro da Nonna. Foi um almoço de aconchego, sabor e muito acerto.

Congresso, K’rangas e Pontão

Na parte da tarde, ainda passamos pelo Ministério da Justiça para foto externa e fizemos a visita guiada ao Congresso Nacional. A visita tem o foco em história, arquitetura, obras de arte, funcionamento da Câmara e do Senado, acessibilidade, participação popular e acontecimentos recentes ligados ao prédio, a visita é sempre uma ótima forma de apresentar a Brasília institucional e de entender melhor a escala simbólica da capital.

Da Praça dos Três Poderes tivemos apenas vista de longe, porque a área estava fechada e cercada.

Mais tarde, fomos ao K-rangas Lanches, na 215 Sul, outra parada que agradou muito. É uma lanchonete clássica, que começou como uma carrocinha de lanches, e nos dias atuais tem sua construção de suas mesinhas mantenha o sabor delicioso em seus lanches. Escolha deliciosa boa para fechar o dia com sanduíches saborosos sem frescura e com cara de tradição local, agradou a todos.

Encerramos a noite no Sallva Bar e Ristorante, no Pontão do Lago Sul, só para bebidas. E foi excelente escolha. O Sallva combina restaurante, bar e clima de beira-lago com bastante charme. A vista de noite e o movimento do Pontão entregam exatamente aquilo que se espera de uma noite gostosa em Brasília.

Dia 18/04/2026 – Águas Claras, Catetinho e a Brasília que nasceu no cerrado

No nosso último dia completo de passeio em Brasília, o roteiro seguiu por Águas Claras, depois pelo Catetinho, pela Orla da Ponte JK, pela Ponte JK, pelo Rio Brasa, pelo Shopping Pátio Brasil e, à noite, voltamos à ponte iluminada antes de fechar o dia com mais um lanche no K’rangas.

Mas o grande momento do dia, sem dúvida, foi o Catetinho.

Catetinho — onde Brasília começou a ganhar forma

O Catetinho foi o primeiro projeto para Brasília assinado por Oscar Niemeyer, construído em apenas dez dias e inaugurado em 10 de novembro de 1956. Criado para abrigar Juscelino Kubitschek, engenheiros, diretores e visitantes da obra, ele foi tombado a pedido do próprio JK em 1959. Hoje funciona como museu e preserva móveis, objetos, fotos e ambientações que ajudam a contar a aventura da construção da capital. O local ainda oferece estacionamento gratuito, área de piquenique e acesso ao caminho da nascente.

Nas fotos da visita, fica muito clara a força desse lugar: a simplicidade da construção em madeira, o bosque ao redor, a nascente e os painéis que ajudam a entender a dimensão humana e histórica daquele espaço.

Catetinho e grupo em frente ao prédio

Um dos painéis mais interessantes da exposição fala do Catetão, um segundo edifício construído para receber a família presidencial e convidados. Segundo o próprio museu, esse prédio maior serviu inclusive para recepções oficiais, mas, como não foi considerado de valor histórico no processo de tombamento, acabou desmontado e vendido. Hoje restam apenas vestígios perto da área de piquenique.

Outro painel reforça que o Catetinho era parte de um núcleo pioneiro com radiofonia, radiotelegrafia, pista de pouso e toda uma estrutura de apoio às obras. A visita ajuda a entender que ali não havia apenas uma residência presidencial improvisada, mas uma célula inicial da futura capital.

A parte mais bonita, porém, talvez seja perceber que o Catetinho não fala só de política e arquitetura. Ele fala também de convivência. Um dos painéis do museu lembra o antigo bar do local, onde hoje funciona parte do espaço educativo, e registra que ali havia música e encontros durante o período de ocupação. A placa menciona a cachaça Pirassununga 29, famosa desde a época da construção de Brasília. Já textos históricos lembram que JK gostava de música e às vezes levava amigos para uma violada ao luar.

O bosque e a nascente completam a experiência. A área natural do Catetinho fica dentro de uma zona protegida, e a trilha curta conduz a um dos lugares mais simbólicos dali. Fontes do GDF registram que Tom Jobim e Vinicius de Moraes passaram temporada no Catetinho para compor Brasília, Sinfonia da Alvorada, e que a nascente local inspirou também a canção Água de Beber. Em meio à mata de galeria e ao cerrado, o visitante entende por que a música brotou dali quase naturalmente.

As imagens da exposição também lembram os candangos, os trabalhadores vindos de várias partes do Brasil, especialmente do Norte e do Nordeste, que enfrentaram longas viagens, condições precárias e muito trabalho para erguer Brasília. O Catetinho ganha ainda mais valor quando deixa de ser apenas o espaço de JK e passa a ser também uma porta de entrada para a história desses homens e mulheres.

Ponte JK de dia e de noite

Outro cartão-postal indispensável foi a Ponte JK, vista durante o dia e novamente à noite. Inaugurada em 2002, a ponte tem 1,2 km de extensão, 24 metros de largura, três faixas em cada sentido, passarelas laterais para pedestres e ciclistas e os famosos três arcos que lhe deram identidade visual única. O projeto é do arquiteto Alexandre Chan e a obra ganhou a medalha Gustav Lindenthal, em 2003, nos Estados Unidos, pela qualidade estética e pela harmonização ambiental. Vista iluminada à noite, ela se torna ainda mais bonita e confirma por que é um dos grandes símbolos da cidade.

O almoço no Rio Brasa com amigos foi sensacional, apresentamos Alexandre e Rô a amigos queridos de Brasília.

Jantar no K’rangas lanches.

Sabores que marcaram a viagem

Além dos monumentos e reencontros, esta viagem foi também feita de mesas, balcões, cafés e lanches.

O Manara abriu com chave de ouro os dias de passeio com Alexandre e Rosana, trazendo aquela cozinha árabe que Brasília sempre soube abraçar muito bem. O Nonna Augusta foi um dos grandes destaques gastronômicos da viagem, com almoço memorável e pratos cheios de conforto. O K’rangas cumpriu com louvor o papel da boa lanchonete brasiliense, perfeita para fechar o dia. O Sallva, no Pontão, entregou a atmosfera ideal para drinks e contemplação à beira do lago. E o Mané Mercado mostrou como Brasília também sabe ser leve, descontraída, moderna e cheia de opções.

Mas também houve espaço para os sabores que pertencem mais à nossa história pessoal do que a qualquer guia turístico: a Pão Dourado do Sudoeste, o Fausto e Manoel, a antiga Serpentina Zero Grau, hoje Esquina 301, e o sempre lembrado Dudu (Garotinho). Em viagens assim, comer é também uma forma de voltar no tempo.

Dia 19/04/2026 – Rumo a Pirenópolis

No dia 19/04 tomamos café da manhã no hotel às 8h30 e partimos em direção a Pirenópolis, onde passaríamos mais quatro dias de contemplação da natureza, descanso e novas descobertas.

E assim começava a próxima etapa da viagem.

Pirenópolis.

Dia 23/04 retornamos de Pirenópolis para Brasília, Alexandre e Rosana pegaram o voo das 11:55 para João Pessoa e nós ainda ficamos até as 21:35h.

Nosso voo sairia apenas às 21h35, o que nos deu uma tarde inteira em Brasília. Almoçamos na Choparia Sudoeste com Walberto, Merces e Renato – almoço muito bom e companhia sensacional. Depois, Catarina, Henrique e Noemi se juntaram a nós no restaurante, e aí a tarde ganhou um tom ainda mais afetivo. Aproveitamos bastante a nossa neta, que não queria largar a vovó. E, claro, a vovó também já estava toda derretida.

No fim da tarde, fomos para o apartamento da Bruna, tomamos um banho rápido e seguimos com Catarina, Henrique e Noemi para o aeroporto. A despedida teve choro da Catarina e a vovó também lacrimejou. Depois do despacho das malas, ainda encontramos Davi e Mari no Chicago Prime para um happy hour de espera do voo. Foi muito bom – tão bom que, quando vimos, precisávamos sair correndo. Chegamos ao embarque já na última fila. Pegamos o voo das 21h35, dormimos um pouco no caminho e, às 00h10, pousamos em João Pessoa. Uber para casa e fim de viagem, com aquele cansaço feliz de quem viveu dias cheios de afeto, estrada, mesa, água e memória.

Brasília ficou para trás com aquilo que tem de melhor: família, amizade, arquitetura, memória, boa comida e a certeza de que sempre haverá algo novo para ver numa cidade que, mesmo quando já conhecemos bem, continua surpreendendo.

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