Após semanas sonhando com essa aventura, finalmente chegou o momento de embarcar em uma jornada que prometia ser tão especial quanto desafiadora. Com nossos queridos amigos de Cascavel – Betina, Nice, Zane, Vera e Sérgio – rumamos em direção ao coração do Brasil para explorar a beleza selvagem do Jalapão e descobrir os encantos de Palmas.
Com nossas malas cheias de esperança e um drone pronto para capturar vistas aéreas que poucas pessoas conseguem presenciar, partimos de João Pessoa prontos para vivenciar fervedouros, cânions, cachoeiras e pôr do sol em dunas de areias douradas.
Esta viagem marcaria não apenas a celebração de vidas compartilhadas, mas também a criação de memórias que nos acompanhariam para sempre. De encontros emotivos em conexões de voo a momentos de puro relaxamento às margens do Rio Novo, cada hora dessa expedição ao Jalapão revelou por que este destino é guardado como um segredo entre aqueles que realmente compreendem o valor da natureza intocada e da companhia verdadeira.
Dia 1 – 17 de Agosto: O Começo de Tudo
Nossa jornada iniciou-se às 17h05 quando decolamos de João Pessoa a bordo de um voo Gol, com nossa amiga Nice nos acompanhando desde o início. O voo em direção a Palmas nos proporcionaria uma parada estratégica em Brasília – um encontro que nos encheria de emoção antes mesmo de chegarmos a nosso destino final.

Pousamos em Brasília às 19h42, e nos apressamos para o saguão do aeroporto, onde uma surpresa nos aguardava: encontro com o Ique, a Noemi e nossa neta Catarina, que se deslocaram especialmente para nos receber. A emoção era tamanha que, em nossa pressa de abraçá-los, esquecemos completamente de tirar fotos – um pequeno “arrependimento” que logo se transformaria em risadas e histórias para contar depois.
Às 21h10 retornamos ao portão de embarque e, pouco depois, às 21h55, nosso voo decolava em direção a Palmas. Pousamos na capital do Tocantins exatamente às 22h55, marcando assim o início oficial de nossa aventura.
Chegada em Palmas – O Hotel Girassol Plaza
Chegamos ao Hotel Girassol Plaza próximo à meia-noite, onde fomos recebidos por um atendimento atencioso e solícito que desde o primeiro momento nos fez sentir bem-vindos. O hotel, localizado estrategicamente em Palmas, oferecia conforto e qualidade de infraestrutura que seria fundamental para descansar antes das aventuras que nos aguardavam. Enquanto Fernando se dirigia ao quarto para recuperar as energias da viagem, Val aproveitava a noite para conversar com as amigas e celebrar a chegada feliz.





Hospedagem: Hotel Girassol Plaza (17 a 19 de agosto)
Dia 2 – 18 de Agosto: Ritmo Relaxado em Palmas
O café da manhã do hotel foi uma verdadeira obra de arte culinária – variado, com múltiplas opções de doces, salgados e frutas frescas que nos energizaram para o dia.
Depois de uma manhã bem alimentada, fomos direto para a piscina, nosso refúgio para os primeiros momentos de relaxamento que precisávamos antes das aventuras mais intensas. À beira d’água, com o sol quente do Centro-Oeste brasileiro aquecendo nossas peles, permitimo-nos a primeira bateria de bebidas tropicais: gin com tônica, caipiroscas, margaritas e cervejas bem geladas que dançavam em nossas mãos.
O almoço no restaurante do hotel continuou o tema da variedade e qualidade. Comida gostosa, preparada com cuidado, servida sob o calor amenizado pelo ar condicionado essencial na cidade de Palmas.

Enquanto Val saía com Vera e Nice para explorar o shopping da cidade, Fernando decidiu descansar um pouco em razão do incômodo causado pela inflação do ciático – um companheiro desconfortável que nos acompanharia em toda a jornada, mas que definitivamente não nos impediria de aproveitar cada momento.
Às 17h00 nos reunimos no Bar e Restaurante Rosa Madalena para presenciar o pôr do sol em Palmas. A coloração dourada e alaranjada do céu se refletia suavemente sobre a cidade, criando aquele clima crepuscular que torna momentos simples em lembranças inesquecíveis. Após o espetáculo solar, retornamos ao hotel, onde Val continuou a noite com as meninas enquanto Fernando procurava recuperação para o corpo.







Dia 3 – 19 de Agosto: Rumo ao Jalapão
05h50 – O despertador soou cedo. Banho revigorante, café da manhã bem variado, e já às 07h50 estávamos embarcando no ônibus da Korubo em direção ao Jalapão, aquele destino que todas as brochuras turísticas prometem, mas poucas pessoas conseguem realmente descrever.


Às 09h30 chegamos em Santa Tereza do Tocantins para uma parada estratégica, na Anabia Cafeteria .


As 11h15,chegamos a Ponte Alta do Tocantins, no Restaurante da Luciene, onde nos aguardava um almoço simples, caseiro e gostoso, já incluído em nosso pacote com a Korubo. Daquele momento em diante, todas as nossas refeições, lanches, água e sucos estariam contemplados em nossa aventura – um detalhe que tornava a experiência ainda mais tranquila e focada no puro prazer.


Primeira Parada: Cânion Sussuapara
Pegamos uma jardineira (aquele transporte típico do interior) e seguimos em direção ao Glamping da Korubo. Nossa primeira parada foi no Cânion Sussuapara, um lugar de beleza hipnotizante com uma pequena cachoeira que corria entre paredes rochosas impressionantes. Apesar de não ser permitido usar drone nesse local, tiramos uma foto 360° que capturava toda a majestade do cânion. Parte do nosso grupo não resistiu e entrou na água refrescante.









Chegada ao Glamping
Às 15h00 paramos para um lanche revigorante. Às 15h22 continuamos a jornada até o acampamento, chegando finalmente às 17h00 no Glamping da Korubo, nossa casa pelos próximos dias.







Após a chegada, todos nós fomos tomar um banho revigorante no Rio Novo, água fresca que parecia vir das montanhas expressamente para nos receber. Depois, caipirinhas com petiscos à beira do rio. Às 19h30, nosso primeiro jantar no acampamento era servido.

Ver o céu no mirante com redes.




A noite foi completada com informações sobre o dia seguinte, um resumo do que nos aguardava: dois fervedouros exclusivos, uma cachoeira conhecida como a “Princesinha do Jalapão”, e horários precisos que garantiriam que chegássemos a cada atração no melhor momento possível.
Dia 4 – 20 de Agosto: O Grande Dia do Jalapão
Acordamos às 06h00 e já às 06h30 estávamos no café da manhã bem gostoso. Às 07h00 – horário sagrado – partimos para o passeio que definiria essa viagem: a exploração dos fervedouros do Jalapão.

No caminho, passamos por uma correnteza do Rio Novo às 07h48 e logo após entramos no Parque Estadual do Jalapão. Nossas primeiras companhias visuais foram araras fotografadas ao longo do caminho – pássaros que voavam em liberdade contra o céu azul puro do Tocantins.




Uma parada estratégica no “Matalet” (o famoso “toilet no mato”) e logo em seguida, realizamos nosso primeiro voo de drone, obtendo uma perspectiva aérea da paisagem, das montanhas e do nosso transporte.


Fervedouro da Korubo – A Verdadeira Imersão
Às 10h40 chegávamos ao Fervedouro da Korubo, aquele lugar onde a natureza parece ter cometido um milagre geológico.


Os fervedouros são formações naturais criadas por água subterrânea que brota do subsolo com pressão, criando uma ilusão óptica onde é praticamente impossível afundar. A areia do fundo é tão fina e a densidade da água tão perfeita que nossos corpos flutuavam como se estivéssemos em uma piscina de luxo criada pela própria Terra. Passamos mais de duas horas naquele oásis, com direito a um lanche de frutas frescas que refrescava ainda mais a experiência.
O almoço muito bom foi servido no restaurante do fervedouro, restaurando nossas energias para as próximas aventuras.
Fervedouro Ceiça das Bananeiras
Às 14h45 chegávamos ao Fervedouro Ceiça das Bananeiras, conhecido também como “Fervedouro do Paraíso” após ter sido cenário de uma novela famosa. A regra aqui era rígida mas justa: sete pessoas por 15 minutos dentro do fervedouro. Por coincidência perfeita, nosso grupo tinha exatamente esse número, o que significava que poderíamos entrar juntos e compartilhar cada segundo dessa imersão única.



Cachoeira da Formiga
Às 16h05 chegávamos à Cachoeira da Formiga, um lugar super bonito, bem arborizado, com uma cachoeira deliciosa cuja água mantinha a temperatura ideal. Depois do banho refrescante sob o véu de água corrente, continuamos no local mais raso do rio para aproveitar com toda a turma.






Às 17h30 partimos da cachoeira, parando em Mateiros para comprar artesanato de capim dourado – aquele artesanato tão especial do Jalapão onde os fios dourados da planta são transformados em produtos delicados e perfeitos para levar como lembranças.
Chegamos ao acampamento às 20h45, após 2 horas de estrada que pareceram rápidas tanto era nossa satisfação.
Jantar às 20h30 – Comida muito gostosa, vinho para Val, Nice e Betina enquanto Fernando continuou seu Gin com Tônica e Sérgio tomando cerveja.
Dia 5 – 21 de Agosto: Natureza, Flutuação e Pôr do Sol
05h15 – Acordamos muito cedo. Val e o restante da turma rumaram para ver o nascer do sol, depois participaram de uma caminhada de 6 km para conhecer um pouco mais sobre o Cerrado da região. Fernando e Betina preferiram continuar no Glamping para descansar um pouco mais – uma decisão sábia considerando as aventuras anteriores.



Manhã no acampamento, café da manhã às 08h30, relaxamento e preparação mental para as aventuras à frente.

Flutuação no Rio Novo
Às 10h30 começava uma das experiências mais deliciosas da viagem: a flutuação no Rio Novo, Rio com 120 KM de boas limpas e transparentes que não passam em nenhuma cidade sendo assim em rio de água potável.


Vestidos com coletes de segurança, entrávamos nas águas cristalinas do rio e deixávamos a corrente nos levar, flutuando passivamente enquanto observávamos as margens do rio e a vegetação exuberante. Gargalhadas, descontração e uma sensação de leveza que só quem flutua em um rio selvagem consegue compreender.
Após a flutuação, pausa para admirar o rio e as meninas aproveitaram para tomar algumas Caipiroscas. Fernando iniciou seus trabalhos tomando seu Gin com Tônica.


13h00 – Almoço maravilhoso.
Pôr do Sol nas Dunas
Às 15h50 saímos do acampamento, parando às 16h00 no Bar Recanto das Dunas, muito movimentado, com música boa e drinks deliciosos. Após tomarmos um Gin, voltamos para a jardineira a caminho das dunas.
Às 17h00 paramos no lago para tirar fotos, e na sequência nas dunas, para nossa atração principal do dia: o pôr do sol no Jalapão.

Na chegada, um visual incrível: pequeno córrego, vegetação verde, palmeiras e ao fundo, as dunas. Ao subirmos, a vista se revelava como um presente dos deuses da natureza: um pôr de sol esplendoroso que tingiu o céu de cores que não temos nomes suficientes em nosso idioma para descrever. Claro que fotografamos bastante, conseguindo capturar aquele momento quando a natureza se permite ser artista.







Às 18h30 iniciamos o retorno. Desta vez, Val e Fernando vieram na Hilux (carro de apoio) – menos chacoalhada, ar-condicionado, e um gesto bem pensado para preservar um pouco mais a perna do Fernando.
Fernando aproveitou para descansar enquanto Val já começava a organizar as malas para a partida do dia seguinte.
Celebração Inesperada
O jantar às 21h30 foi maravilhoso, com o Chef Edesio e sua equipe se superando novamente. Mas a verdadeira surpresa foi a sobremesa: o chefe havia preparado não apenas um bolo, mas uma verdadeira obra-prima para comemorar aniversários. Dez anos de casado para Débora e Tiago (que celebravam uma década de matrimônio), e nossa celebração antecipada de 17 anos juntos (cuja data seria no dia seguinte). A palha italiana e o bolo – verdadeiramente uma das maravilhas desse mundo em termos de gosto – transformaram a noite em celebração.






Mais um presente
Vimos um lobo guará no acampamento.

Dia 6 – 22 de Agosto: Retorno e Separação
07h00 – Com as malas prontas e colocadas na varanda da tenda, um último café da manhã delicioso nos despedia do Jalapão.
Mais um trajeto na jardineira nos levava até a cidade de Ponte Alta do Tocantins, onde parte de nossa turma retornaria para Palmas.



Nós, porém, continuaríamos nossa excursão pelo Tocantins em direção às Serras Gerais – mas essa é história para outra jornada.
A Equipe Que Fez a Diferença
Nenhuma viagem é completa sem reconhecer aqueles que trabalham nos bastidores para criar experiências memoráveis. Agradecimentos especiais aos guias José Gabriel e Ramon, à equipe da cozinha comandada pelo Chef Edesio e o Maxixe, ao Ricardo e sua equipe do administrativo, e aos motoristas que nos transportaram com segurança pelas estradas e trilhas do Tocantins.

Reflexão Final
O Jalapão não é apenas um destino turístico; é um despertar. Fervedouros que desafiam a lógica física, rios que fluem com a fluidez da própria vida, cânions que sussurram histórias milenares e pôr de sol que nos lembram como somos pequenos diante da grandiosidade do universo.
Voltamos com artesanato nas malas, corações repletos de memórias, e amizades ainda mais profundas. A próxima aventura já nos aguarda, mas por enquanto, guardamos o Jalapão em um lugar especial de nossas almas – aquele lugar reservado para experiências que transformam a forma como vemos o mundo.