Com as malas cheias de expectativa, partimos de João Pessoa no dia 12 de setembro de 2026, rumo a uma aventura que duraria 75 dias explorando os encantos da Europa. O que começou como um voo doméstico simples logo se transformaria em uma jornada transcontinental, onde cada parada revelaria novas culturas, sabores e histórias que poucas pessoas conseguem vivenciar em suas vidas.

Dia 1 – 12 de Setembro: O Primeiro Passo
10h00 – Com um Uber já nos esperando, iniciamos nossa despedida de casa. O carro nos levaria ao aeroporto de João Pessoa, para começar nossa aventura. A nossa felicidade era visível: malas conferidas múltiplas vezes, documentação em ordem.
12h05 – Nosso voo Gol decolava de João Pessoa com destino a Salvador. O céu azul do Nordeste se abria diante de nós enquanto deixávamos para trás nossa rotina habitual. Sabíamos que em poucas horas estaríamos em outro continente, em outro fuso horário, respirando ar europeu.
13h30 – Pousávamos em Salvador. Com tempo até nosso voo internacional às 21h40, como tínhamos bastante tempo, aproveitamos para finalizar alguns roteiros da viagem que ainda não tínhamos fechado. Fomos ao restaurante Abdul que nos recebeu com a generosidade típica da culinária árabe: uma torre suntuosa de quibe cru, charutos de dar água na boca, acompanhados de guaraná gelado que refrescava nossas gargantas e cabe ressaltar o atendimento que foi maravilhoso.
Depois de Abdul, nossos paladares pediram algo doce. A San Paolo, renomada sorveteria em Salvador, foi o lugar ideal para matar a nossa vontade, provamos pistache com chocolate marroquino e caramelo salgado com maracujá, as duas combinações estavam maravilhosas.
18h00 – Fomos ao local do checkin para despachar nossas malas.
Check-in concluído fomos para a imigração, que só abriria às 19h40, nossa intenção era ir para sala vip mas tivemos que aguardar abertura da imigração passar por esse processo que acabou inviabilizando a ida para a sala vip .
21h40 – Nosso voo Air Europe partia em direção a Madri. No vou jantamos, tomamos vinho e assistimos um filme.

Dia 2 – 13 de Setembro: Chegada a Madri.
Com um fuso de cinco horas a mais, chegávamos a Madri às 10h47, horário local. A capital espanhola nos recebia com um céu nítido e a promessa de dias inesquecíveis.
Madri: A Capital da Paixão e da História
Madri não é apenas uma cidade; é um estado de espírito. Construída nas margens do Rio Manzanares, a capital espanhola é o coração pulsante da Espanha, um lugar onde a tradição se abraça com a modernidade, onde os museus de classe mundial convivem com bares animados que funcionam até o amanhecer.
11h40 – Após passar rapidamente pela imigração, achávamos inclusive que seria um pouco mais demorado por causa de ter que fazer o EES ( sigla em ingles o que significa sistema de entrada e saída). Pegamos um táxi em direção ao nosso Airbnb. Os táxistas madrilenhos são conhecidos por sua criatividade nas rotas e sua disposição em compartilhar histórias sobre a cidade.
12h00 – Chegamos próximo a nosso Airbnb. Como o check-in só seria possível a partir das 15h00, decidimos não desperdiçar o tempo em espera passiva. Nos dirigimos ao restaurante La Quintina, um estabelecimento que promete experiências autênticas de Madri e bem próximo ao nosso local de estadia. 
Começamos com um refrescante 7 Up gelado para matar a sede é depois uma majestosa jarra de sangria que nos introduzia, com elegância, aos sabores espanhóis. Mas o verdadeiro destaque da refeição foi a tábua de Jamón Ibérico, aquele presunto de pata negra que é considerado um dos melhores do mundo. O jamón não é apenas carne; é arte, tradição e dedicação condensadas em fatias finas e translúcidas que derretem na boca.


15h00 – Finalmente, o check-in no Airbnb. Um banho revigorante após as longas horas de voo, seguido de um repouso bem-vindo para recuperarmos as energias.



18h00 – Acordados e prontos para rever a cidade. Com uma temperatura agradável de 32°C, era o momento perfeito para uma primeira exploração.
19h00 – Nossa caminhada por Madri começava pela Gran Vía, a avenida mais famosa da capital, uma via impressionante que atravessa o centro da cidade com seus edifícios de arquitetura eclética, lojas luxuosas e uma energia que é praticamente palpável. Tiramos nossas primeiras fotos aqui, capturando aquele primeiro momento de boas lembranças de outras vezes que estivemos em Madri.



Plaza Chueca: O Coração Alternativo de Madri
Não demorou muito para chegarmos a Plaza Chueca, que serve como uma espécie de porta de entrada para um dos bairros mais vibrantes de Madri. A praça em si é um oásis no meio urbano, cercada por cafés, lojas independentes e um clima que convida à exploração.

Caminhamos até o Mercado San Antônio, uma instituição madrilena que remonta a 1870. O mercado é um espetáculo de cores, aromas e sabores. Peixe fresco exposto com perícia, embutidos que pendem dos tetos como joias gastronômicas, e jamón em várias apresentações. Aprendemos que o mercado não é apenas um lugar de compras; é um espaço de convivência onde os madrilenhos se encontram, conversam e partilham a vida cotidiana.




No último andar do mercado, o Bar na Terraço do Restaurante 11 Nudos oferecia uma perspectiva privilegiada do bairro. Dali, poderíamos observar como a cidade se organizava, como as pessoas circulavam pela praça, como Madri respirava.


Continuamos caminhando pelas ruas de Madri, deixando para trás a vivacidade da Plaza Chueca. As ruas ficaram progressivamente mais calmas, mais residenciais, mais tranquilas. Chegamos em frente ao Museu do Romantismo por volta das 20h00, apenas para descobrir que estava fechado. Porém, havia algo mágico em simplesmente estar ali, naquele horário, em uma cidade que ainda brilhava à luz do sol, apesar da hora avançada. Isso é próprio da Europa no verão: o sol se recusa a desaparecer, criando longos crepúsculos que parecem eternos.

Passamos também em frente ao Museu de História de Madri, capturando fotos de sua fachada externa. Mais um museu fechado, mas a oportunidade de apreciar a arquitetura que abrigava séculos de histórias espanholas.



Caminhamos pela Rua Hortaleza, bem conhecida entre os locais por seu comércio variado, seus bares aconchegantes e sua atmosfera autenticamente madrilena. Continuamos até a Gran Vía novamente, onde fizemos mais fotos enquanto o crepúsculo finalmente começava a instalar-se por volta das 20h30. O céu passava por aquela transformação gradual de azul para cores mais quentes – o espetáculo diário do entardecer europeu.


Retornamos ao Airbnb para deixar algumas coisas que tínhamos comprado e saímos novamente em direção à Primark. O cansaço da viagem finalmente começava a fazer seu efeito – passamos pela loja principalmente por curiosidade, mas sem vontade real de comprar. Às vezes, explorar é apenas isso: estar presente, observar, deixar a cidade se mostrar.
La Malasaña e La Pescaderia
Nos aventuramos para o lado contrário da Gran Vía, para explorar o bairro de Malasaña, conhecido por ser o coração alternativo e jovem de Madri. Paramos diante do Pub Gorila Malasaña, um estabelecimento que parecia estar em pleno auge. O barulho, a multidão, a animação – era tudo muito intenso para nosso primeiro dia em Madri. Decidimos que aquilo não era exatamente o que procurávamos naquele momento.



Mudamos de estratégia e buscamos algo mais tranquilo. Encontramos o Restaurante La Pescaderia, um lugar que nos abraçou com seu ambiente aconchegante e gostoso. Não havia mesas na área da entrada, então nos acomodamos no interior. O vinho Chardonnay que pedimos foi perfeito para relaxar, e a Parrilha Argentina que compartilhamos trouxe os sabores sul-americanos para a noite madrilena de forma magnífica. Cada gole, cada bocado, era uma celebração de estar ali, vivo, experimentando.

Voltamos ao apartamento tarde da noite, ainda com a energia suficiente para acompanhar a final do sul-americano de vôlei feminino na televisão, antes de cair em um sono profundo e bem-merecido.



Dia 3 – 14 de Setembro: Madri em Seu Esplendor
09h30 – Acordamos sem pressa, sem alarmes tocando. O cansaço da viagem ainda estava em nossos corpos, e uma segunda noite de sono foi fundamental para nos revitalizarmos.
10h00 – Café da manhã no McDonald’s, seguido de uma parada na Uncle Q, onde Val aproveitou a oportunidade para comprar um casaco e seguimos pela Gran Via.



Porta del Sol: O Coração de Madri
Nosso próximo destino foi a Porta do Sol, literalmente o “Portão do Sol”, um local que é geograficamente e simbolicamente o centro de Madri. É dali que todas as estradas de Espanha são medidas – o quilômetro zero de todo o país.
Chegamos em um dia espetacular. A cidade estava repleta de turistas de todos os cantos do mundo, o céu era um azul perfeito, sem nenhuma nuvem, e o sol brilhava com intensidade (27°C – uma temperatura deliciosa). Naquele espaço aberto, cercado de edifícios históricos, tiramos nossas fotos enquanto absorvíamos a energia pura de Madri em seu ambiente mais icônico.


Plaza Mayor
De Porta do Sol, caminhamos em direção a Plaza Mayor, uma das praças mais famosas não apenas de Madri, mas de toda a Espanha. Construída no século XVII, a praça é um retângulo perfeito cercado por prédios de fachadas uniformes que criam uma sensação de continuidade e harmonia.


Capturamos uma foto 360° da Plaza Mayor que consegue comunicar a sensação de estar imerso naquele espaço histórico – as fachadas dos edifícios ao seu redor, o padrão do pavimento, a vastidão do espaço aberto.

Mercado de San Miguel: O Coração Gastronômico de Madri
Na visita ao Mercado de San Miguel entendemos rapidamente por que é um dos lugares mais procurados da cidade. Fica perto da Plaza Mayor, em um edifício de ferro e vidro que data de 1916, e é completamente diferente do conceito tradicional de mercado.
Não há fileiras de vendedores vendendo ingredientes crus. Aqui é tudo sobre experiência e degustação.
O mercado funciona como um grande espaço coberto repleto de pequenos bares, restaurantes e pontos de comida especializados. Jamón de qualidade, queijos variados, vinho, cervejas, frutos do mar, croquetas – tudo ali à sua disposição.O funcionamento é simples e bem pensado: você circula pelo espaço, para onde quiser, pede o que chama atenção e come de pé enquanto observa a multidão. Às vezes consegue um lugarzinho para se acomodar em um dos poucos bancos espalhados, mas o comum mesmo é estar em pé, copo na mão, provando.
É o tipo de lugar que atrai tanto turista quanto madrileno. Preço é mais alto que em um bar comum – esperado pela localização e pelo conceito – mas vale pela experiência de estar ali, degustando coisas de qualidade enquanto a energia do mercado pulsa ao seu redor.


Iglesia de San Andrés e a Catedral de Almudena
Nossa próxima parada foi a Iglesia de San Andrés, ela estava fechada então apenas tiramos fotos por fora.

Continuando nosso passeio, chegamos à Catedral de Almudena, a catedral metropolitana de Madri. Diferente de muitas catedrais europeias que remontam à Idade Média, Almudena é relativamente jovem – sua construção começou em 1879 e não foi concluída até 1993. A catedral combina estilos gótico-renascentista com elementos modernos, criando uma estrutura que é simultaneamente clássica e contemporânea.







O Palácio Real: A Residência do Monarca
Logo após a catedral, nossa vista foi capturada pelo Palácio Real de Madri, o maior palácio real da Europa Ocidental. Construído no século XVIII por ordem de Felipe V, o palácio é um testemunho do poder e da riqueza da monarquia espanhola em tempos passados. Seus números são impressionantes: 3.418 aposentos, 1.435 janelas, 45 escadas principais e 10 hectares de jardins. Não entramos – apenas apreciamos sua magnificência exterior – mas estava claro que aquele era um edifício que tinha histórias para contar.




Sabatini: Tapas e Jardins
O almoço foi no Sabatini Tapas Restaurante, onde nos deliciamos com a verdadeira essência da culinária espanhola em pequenas porções. Tapas não são apenas comida; são uma instituição espanhola, uma forma de socializar, de saborear, de comungar. Cada tapa é uma pequena obra de arte culinária – ingredientes selecionados, preparação cuidadosa, apresentação caprichada.
Após o almoço, nos refrescamos nos Jardins de Sabatini, espaços verdes magnificamente mantidos que cercam o Palácio Real. Os jardins oferecem refúgio do caos urbano, com fontes, árvores cuidadosamente podadas e caminhos que convidam à contemplação.




Plaza de España: Romantismo Arquitetônico
Chegamos à Plaza de España, uma praça que respira romantismo através de sua arquitetura. Dominando a praça estão duas torres gêmeas que se elevam para o céu, enquanto no centro há um monumento dedicado a Don Quixote e Sancho Pança, aqueles personagens imortalizados por Cervantes que representam a alma aventureira da Espanha.


Templo de Debod: Um Presente do Egito
Já cansados de andar (havíamos acumulado praticamente 7 quilômetros a pé), decidimos pegar um Uber em direção ao Templo de Debod, um presente verdadeiramente único que Madri recebeu em 1968. O Templo de Debod é um antigo templo egípcio, uma estrutura de 2.200 anos que foi preservada quando a represa de Assuã foi construída no Egito. Foi presenteada à Espanha como agradecimento pela ajuda prestada na salvação de monumentos históricos egípcios.



O templo fica dentro de um parque municipal, cercado por áreas verdes, árvores e caminhos. Apesar de estar fechado, conseguimos capturar fotos externas e até mesmo um voo de drone que nos oferecia uma perspectiva aérea dessa joia arquitetônica deslocada de seu contexto original.


Porta de Alcalá: Monumento em Renovação
Nosso próximo destino era a Porta de Alcalá, um ícone de Madri construído em 1778. Infelizmente, quando chegamos, estava cercada por andaimes – está em obras. Isso não nos desanimou completamente; ainda conseguimos capturar fotos do monumento e apreciar sua estrutura neoclássica mesmo em reforma.



Parque do Retiro: O Pulmão Verde de Madri
Imediatamente após passar pela Porta de Alcalá, entramos no Parque do Retiro, um oásis de verde no coração de Madri que parece transportá-lo para séculos passados. O parque é magnífico em sua amplitude – 125 hectares de área verde, lagos artificiais, centenas de árvores, esculturas e estruturas históricas que contam a história de Madri em camadas.
Diversos prédios definem diferentes seções do parque: o Palácio de Cristal com sua arquitetura vitoriana de vidro e ferro, construído para exposições; o Museu do Prado que fica em suas adjacências; estruturas menores que servem diferentes propósitos ao longo dos séculos. O parque é onde os madrilenhos descansam, onde os turistas exploram, onde a natureza e a história se entrelaçam.













Praça de Cibeles: A Beleza Urbana
Fechamos nosso dia de exploração na Praça de Cibeles, talvez a mais bela praça de Madri. No centro da praça está a Fonte de Cibeles, uma fonte que data de 1779 e que é um símbolo verdadeiro de Madri. A praça é cercada por edifícios significativos: o Palácio de Linares, o Edifício da Bolsa de Madri, o Museu do Prado, todos eles contribuindo para criar uma ambiência que é simultaneamente monumental e íntima.




Voltamos ao apartamento para assistir a um filme que nos ajudasse a relaxar, e a noite foi finalizada com petiscos espanhóis: salame, Jamón Ibérico, Jamón Serrano, queijos variados, tudo acompanhado de vinho Espanhol que complementava perfeitamente cada sabor.


Dia 4 – 15 de Setembro: Adeus a Madri.
09h00 acordamos e começamos nosso processo de despedida de Madri. Arrumamos as malas, nos arrumamos e as 11h00 nos dirigimos à Locker4rent do Sol, um serviço de guarda de bagagens estrategicamente localizado, deixamos nossas malas e seguimos para tomar café no Café Europa, suco de laranja, pães tostados quentes com manteiga e geleia derretida.
Mais uma caminhada que nos levou a passar por El Corte Inglés, a maior loja de departamento da Espanha. Entramos porque fazia muito tempo que não passeávamos por essa loja mas confessamos que não somos muito fãs. 
As 14h15 após pegarmos nossas malas, chamamos nosso Uber final em Madri para o aeroporto.
As 15h00 chegamos ao Aeroporto de Madri, às 15h30 com o checkin feito, nos dirigimos à Sala VIP, aproveitamos para comer e beber um pouco enquanto aguardávamos nosso voo. A comida não estava muito boa, optamos por uns sanduíches que, embora simples, eram um pouco melhores que as outras opções disponíveis.
17h25 – Nos dirigimos ao portão, que ficava bem próximo da sala VIP.
Conexão Rápida em Roma e seguimos para nosso próximo destino – Atenas
Embarcamos em nosso voo com destino a Roma, pousamos em Roma (Aeroporto de Fiumicino) às 20h20.
As 21h25 voo para Atenas, nosso verdadeiro destino para essa segunda fase da viagem.