Morro de São Paulo: Continuamos com Meu Presente

15 a 20 de novembro de 2025

Após dias maravilhosos em Salvador, nossa aventura de presente de aniversário continuou na paradisíaca Ilha de Tinharé, onde se encontra a vila de Morro de São Paulo.

Se a capital baiana nos encantou com sua riqueza histórica e cultural, este pedaço do paraíso nos reservava experiências ainda mais intimistas e conectadas com a natureza.

Das águas cristalinas às areias brancas, das fortificações coloniais ao por do sol inesquecível, Morro de São Paulo se revelou como o complemento perfeito para celebrar mais um ano de vida e amor.

Localizada a apenas 60 quilômetros ao sul de Salvador, esta vila única preserva não apenas belezas naturais de tirar o fôlego, mas também uma rica herança histórica que remonta ao início da colonização brasileira.

Aqui, onde o tempo parece transcorrer de forma diferente, vivemos cinco dias de pura magia, descobrindo praias numeradas, saboreando a gastronomia local e mergulhando em águas que guardam mais de 500 anos de história.

Um Pouco de História

Morro de São Paulo tem uma história que remonta ao início da colonização brasileira. Em 1531, o navegador Martin Afonso de Souza registrou a descoberta desta ilha estratégica, que os indígenas tupinambás chamavam de Ty-nhã-rã (“aquela que se adianta na água”). Francisco Romero estabeleceu o primeiro povoamento europeu entre 1536 e 1537, e a vila foi batizada com o nome atual porque sua fundação oficial ocorreu no dia 29 de julho, dia de São Paulo no calendário católico.

A posição estratégica da ilha levou à construção da Fortaleza de Tapirandú entre 1628 e 1630, após invasões holandesas na região. O Portal da fortaleza, com suas imponentes portas de madeira, é hoje o cartão-postal mais icônico de Morro de São Paulo e foi tombado pelo IPHAN.

Entre os monumentos históricos preservados estão a Igreja de Nossa Senhora da Luz (1845), a Fonte Grande (1746) com suas três bicas em estilo barroco, o Farol do Morro (1855), e O Casarão (1608), primeira grande obra da ilha que servia como depósito de farinha.

Durante o século XVII, a ilha foi importante centro de produção de farinha de mandioca. Na Segunda Guerra Mundial, navios brasileiros foram torpedados nas proximidades e sobreviventes foram socorridos pela população local. A transformação em destino turístico começou nos anos 1970 com hippies e mochileiros, expandindo-se rapidamente a partir dos anos 1980.

Hoje, Morro de São Paulo recebe mais de 400 mil visitantes anuais. Descobrimos que 54% dos turistas estrangeiros são israelenses – jovens que viajam após o serviço militar obrigatório, vimos muitos argentinos, alguns franceses, alemães, americanos, mas não era a época dos israelenses.

As Cinco Praias Numeradas: Um Paraíso Sequencial

Uma das características mais charmosas de Morro de São Paulo é a organização de suas praias por números, cada uma com personalidade e encantos próprios:

Primeira Praia (315 metros): Favorita entre os moradores locais, é o ponto de chegada da famosa tirolesa. Mais reservada e frequentada pelos habitantes da ilha, oferece um ambiente mais intimista.

Segunda Praia (400 metros): A mais badalada e popular entre os turistas, com águas calmas que formam piscinas naturais na maré baixa. Concentra a maior parte dos restaurantes, bares e a vida noturna da vila.

Terceira Praia: O equilíbrio perfeito entre tranquilidade e agito. É daqui que partem os passeios de barco e onde se encontra uma boa infraestrutura gastronômica sem o movimento intenso da Segunda Praia.

Quarta Praia: Extensa faixa de areia emoldurada por coqueiros, com grandes barreiras de corais que formam inúmeras piscinas naturais. Na maré baixa, é possível alimentar peixinhos junto aos arrecifes.

Quinta Praia (Praia do Encanto): A mais distante e requintada, oferece maior privacidade e sofisticação. Requer transporte ou uma longa caminhada para ser alcançada.

Nossa Aventura em Morro de São Paulo

Dia 1 – 15/11 (Sábado): Chegada ao Paraíso

Nossa jornada para Morro de São Paulo começou às 14h30, quando embarcamos no catamarã no Terminal Turístico Náutico da Bahia, em Salvador. A travessia de pouco mais de duas horas pela Baía de Todos os Santos foi, por si só, uma experiência inesquecível. À medida que nos afastávamos de Salvador, a paisagem se transformava gradualmente, revelando ilhas verdejantes e águas cada vez mais cristalinas.

Logo na chegada ao pier de Morro de São Paulo, experimentamos nossa primeira tradição local: os carregadores de mala, essas não são as nossas, kkk.

Estes profissionais, que fazem parte da cultura da ilha há décadas, nos abordaram imediatamente oferecendo seus serviços.

Mesmo nossa pousada ficando bem próxima ao pier e praticamente dentro do centrinho, contratamos a ajuda – uma decisão que se mostrou muito acertada considerando o peso das bagagens e as charmosas, mas irregulares, ruas de pedra da vila.

A Pousada Passárgada nos recebeu com todo o conforto que esperávamos. Sua localização privilegiada, entre o pier e o centro da vila, provou ser perfeita para explorar tudo que Morro de São Paulo tinha a oferecer. Ao chegarmos, o pessoal da pousada já estava se preparando para o ritual do pôr do sol no restaurante e na piscina com vista deslumbrante.

“Senti uma certa agonia no Fernando porque quase não havia mais mesa por lá. Mas ao chegar no quarto, ele descobriu que tínhamos uma varanda própria para curtir o pôr do sol.”

E foi ali, na privacidade de nossa varanda, que brindamos o primeiro pôr do sol da ilha com whisky. O espetáculo da natureza se desdobrava diante de nossos olhos: o sol dourado mergulhando lentamente no horizonte infinito, tingindo o céu de tons alaranjados e rosados que se refletiam nas águas calmas. Ficamos ali até o anoitecer completo, absorvendo cada momento deste presente da natureza.

Quando a noite chegou, decidimos explorar a vila que tem um clima verdadeiramente especial. As ruas de Morro de São Paulo ganham vida com uma energia contagiante: lojas coloridas exibindo artesanatos e souvenirs, feirinhas com produtos locais, restaurantes com aromas tentadores e bares com música ao vivo. A galera estava super animada, criando uma vibe muito boa que nos contagiou imediatamente.

Restaurante O Casarão

Para o jantar, escolhemos o Restaurante O Casarão, que a Val havia pesquisado e era altamente recomendado. A escolha não poderia ter sido mais acertada. Pedimos duas especialidades de massas: um macarrão com molho vermelho e camarão, e outro com molho branco e camarão. Ambos os pratos estavam perfeitos – os camarões frescos e suculentos, os molhos equilibrados e as massas no ponto ideal. A atmosfera do restaurante, instalado no Casarão histórico, acrescentava um charme especial à experiência gastronômica.

Na volta para o hotel, fizemos uma parada na Catedral para um momento de gratidão e reflexão. Ali, diante do altar, agradecemos pelos momentos maravilhosos que estávamos vivendo e fizemos nossos pedidos para o futuro. Fernando aproveitou para capturar uma foto 360° da igreja, registrando a beleza arquitetônica do templo que testemunhou tantas histórias ao longo dos séculos.

Dia 2 – 16/11 (Domingo): Aventuras Entre Praias e Alturas

Acordamos às 9h para um café da manhã que foi, literalmente, um banquete para os sentidos. A vista deslumbrante da pousada emoldurava perfeitamente a refeição deliciosa: frutas tropicais frescas, pães artesanais, queijos locais e o café baiano encorpado que nos deu energia para as aventuras do dia.

Nossa primeira missão foi a caminhada até o Farol de Morro de São Paulo. A subida é realmente puxada – uma trilha íngreme que testa o condicionamento físico -, mas cada passo vale a pena. O caminho nos levava através da vegetação nativa da ilha, proporcionando vislumbres ocasionais do mar cristalino abaixo.

No Mirante do Farol, fomos recompensados com uma da vista espetacular. De lá do alto, conseguíamos ver parte das praias numeradas, a imensidão azul do oceano e, ao longe, outras ilhas do arquipélago de Tinharé. Fernando aproveitou para fazer o primeiro voo de drone do dia, capturando imagens aéreas que revelavam a verdadeira magnitude da beleza natural da região.

A próxima aventura seria a tirolesa – uma das atrações mais procuradas de Morro de São Paulo. Apesar da demora na fila (o que é compreensível dada a popularidade da atividade), a descida valeu cada minuto de espera. O visual durante o voo é simplesmente magnífico: deslizar pelos ares com vista panorâmica das praias e da vegetação exuberante, até pousar suavemente na Primeira Praia, onde a água estava deliciosamente quentinha.

Na Primeira Praia, fizemos o nosso segundo voo de drone do dia e, mais importante ainda, abrimos oficialmente os trabalhos do fim de semana com nossa primeira caipiroska. Há algo mágico em saborear esta bebida tropical com os pés na areia branca e quente, ouvindo o som suave das ondas.

De lá, partimos para uma caminhada pelas duas primeiras praias numeradas. A passagem da Primeira para a Segunda é uma excelente experiência – cada uma revelando sua própria personalidade. A caminhada é tranquila, permitindo apreciar as diferentes nuances de cada praia: a intimidade da Primeira e a animação da Segunda.

Boteco Português

Para o almoço, paramos no Boteco Português, na Segunda Praia. Pedimos o bacalhau à Lavrador, um prato que honrava tanto a tradição culinária portuguesa quanto os sabores locais. O bacalhau estava perfeitamente dessalgado e temperado, acompanhado de batatas, cebolas e pimentões que criavam uma harmonia de sabores inesquecível. E é claro, mais caipiroscas para acompanhar – afinal, estávamos de férias em um paraíso tropical!

O retorno ao hotel pela tarde foi estratégico: paramos na piscina da pousada para mais algumas caipiroscas enquanto aguardávamos outro espetáculo do pôr do sol. A combinação da bebida gelada, a vista deslumbrante e a companhia perfeita criava momentos que sabíamos que levaríamos para sempre em nossas memórias.

Depois do pôr do sol, fomos para o quarto para um banho de hidromassagem – uma das mordomias da pousada que decidimos aproveitar ao máximo. Com caipirosca na mão e as primeiras estrelas começando a aparecer no céu, relaxamos na hidro refletindo sobre o dia perfeito que tivemos.

Dia 3 – 17/11 (Segunda-feira): Volta à Ilha – Um Passeio Inesquecível

Acordamos cedo, às 8h, pois este seria o dia do famoso passeio “Volta à Ilha”. Após um café da manhã energizante com aquela vista maravilhosa que já se tornara parte de nossa rotina matinal, saímos às 9h10 em direção ao ponto de encontro no Sambass.

Antes de embarcar, fizemos uma parada estratégica na conveniência para comprar Smirnoff Ice, gelo e água. Uma dica valiosa para quem faz este passeio: o barco tem cooler, então vale a pena se organizar com bebidas para tornar o dia ainda mais especial.

Às 10h em ponto, partimos da Terceira Praia para mais um dia marcante de nossa viagem. O roteiro do passeio Volta à Ilha é abrangente e bem estruturado, levando os visitantes a conhecer diferentes aspectos do arquipélago de Tinharé.

Nossas primeiras paradas seriam nas piscinas naturais de Garapuá e Moreré, formações de corais que criam verdadeiros aquários naturais.

Descemos nas piscinas naturais de Guarapuá, uma experiência deliciosa, mas infelizmente, a maré estava mais alta, impedindo que descêssemos nas piscinas naturais de Moreré.

O almoço foi na ilha de Boipeba, especificamente na Praia Boca da Barra, no Restaurante Toca do Lobo. Boipeba é uma ilha irmã de Tinharé, com características semelhantes mas uma atmosfera ainda mais selvagem e preservada. O restaurante nos serviu uma moqueca de camarão deliciosa, enquanto contemplávamos a praia paradisíaca.

Caminhada rápida pela cidade, com voo de drone próximo à igreja.

Vista aérea de Boipeba e do Rio.

Em seguida, fizemos uma parada na praia onde fica a Fazenda Pontal, propriedade do italiano Fábio Perini. Este local representa a harmonização perfeita entre desenvolvimento sustentável e preservação ambiental, mostrando como é possível viver em harmonia com a natureza exuberante da região.

A visita à cidade histórica de Cairu foi particularmente enriquecedora. Esta pequena cidade, que dá nome a todo o município do qual Morro de São Paulo faz parte, preserva arquitetura colonial e uma atmosfera de interior baiano que nos transportou no tempo. Caminhar por suas ruas de pedra foi como folhear um livro de história a céu aberto.

Bar Flutuante em Canavieiras

Mais uma experiência única do passeio foi a parada no bar flutuante de Canavieiras para degustação de ostras. Imagine saborear ostras frescas, retiradas diretamente dos viveiros locais, enquanto o barco balança suavemente ancorado em águas cristalinas. As ostras, temperadas apenas com limão e sal, tinham um sabor do mar que parecia concentrar toda a essência do oceano Atlântico.

O retorno, por volta das 17h, nos presenteou com um pôr do sol visto do mar – uma perspectiva completamente diferente e igualmente deslumbrante. Ver o sol mergulhar no horizonte enquanto navegávamos de volta a Morro de São Paulo, com o vento marinho refrescando nossos rostos e o Smirnoff Ice gelado na mão, foi um daqueles momentos que definem uma viagem inesquecível.

Na chegada, ainda energizados pelas experiências do dia, ficamos mais um pouco na piscina do hotel, contemplando o visual noturno da ilha e processando todas as belezas que havíamos testemunhado.

Porto 23 Beach Bar

Para jantar, escolhemos o Porto 23 Beach Bar, um local que combina excelente gastronomia com um ambiente descontraído. Pedimos filé mignon ao molho madeira, um prato que estava no ponto perfeito – a carne macia e suculenta, o molho encorpado criando uma combinação irresistível. A trilha sonora do restaurante, alternando entre MPB e pop rock internacional, criava a atmosfera perfeita para digerir não apenas a comida deliciosa, mas todas as experiências incríveis do dia. E é claro, mais caipiroscas para celebrar este domingo perfeito.

Dia 4 – 18/11 (Terça-feira): Relaxamento e Exploração da Quarta Praia

Decidimos que esta terça-feira seria um dia de ritmo mais relaxado. Acordamos naturalmente e fomos tomar café apenas próximo das 10h da manhã, aproveitando para descansar e assimilar todas as experiências dos dias anteriores. O café da manhã tardio na varanda, contemplando a paisagem já familiar mas sempre encantadora, tinha um gostinho especial de férias sem pressa.

Saímos às 13h30 para nosso primeiro compromisso do dia, visita a Fonte Grande.

Aromas da Vila

Ao lado da Fonte Grande, paramos para almoçar no Restaurante Aromas da Vila. A escolha do prato não poderia ter sido mais tropical e apropriada para o local.

O camarão no abacaxi do Aromas da Vila foi uma verdadeira celebração dos sabores tropicais. O prato chegou à mesa como uma obra de arte: o abacaxi cortado ao meio servia como recipiente natural para camarões frescos refogados com coco, temperos locais e pedaços da própria fruta. O contraste entre o doce do abacaxi e o salgado dos camarões, acompanhado de arroz branco e purê cremoso, criava uma harmonia de sabores tipicamente baiana. Para completar, um guaraná bem gelado.

Alimentados e satisfeitos, partimos para nossa próxima aventura: a caminhada até a Quarta Praia. Esta é considerada uma das mais belas praias de Morro de São Paulo, conhecida por suas piscinas naturais formadas pelos recifes de corais e sua atmosfera mais selvagem e preservada.

Segunda Praia

Terceira Praia

Quarta Praia

A caminhada foi prazerosa, passando pela Segunda e Terceira Praias antes de alcançar nosso destino. A Quarta Praia nos recebeu com sua extensão impressionante e a sensação de estarmos em um cenário praticamente intocado. Infelizmente, não conseguimos prosseguir até a Quinta Praia (Praia do Encanto) devido à combinação da distância considerável e da maré alta, que inviabilizava a passagem segura.

O retorno ao hotel no final da tarde foi recebido com um mergulho revigorante na piscina. Depois de uma boa caminhada sob o sol tropical, a água fresca da piscina com vista para o mar foi um verdadeiro alívio. Ali, refrescamo-nos enquanto o sol começava sua jornada descendente rumo ao horizonte.

Uma das mordomias que mais aproveitamos na Pousada Passárgada foi a banheira de hidromassagem no quarto. Tomar um banho relaxante na hidro enquanto observávamos o pôr do sol através da janela foi uma experiência de puro luxo e romantismo. Com o céu se tingindo de cores quentes e a água morna massageando nossos músculos cansados da caminhada, nos sentíamos verdadeiramente em um spa natural.

Merinos Restaurante

Para jantar, optamos pelo Merinos, um restaurante que rapidamente se tornaria um de nossos favoritos na ilha. Pedimos duas pizzas: a Pizza Morro (uma criação local com ingredientes regionais) e a clássica Portuguesa (com ovos, presunto e azeitonas). Ambas tinham massa fina e crocante, com ingredientes frescos e abundantes. Acompanhamos com whisky – uma escolha que harmonizava perfeitamente com a atmosfera sofisticada do local. A trilha sonora de MPB criava o ambiente perfeito para uma noite romântica, fazendo deste jantar um momentos especial de nossa estadia.

Dia 5 – 19/11 (Quarta-feira): Dia Nublado e Descobertas Gastronômicas

Acordamos com uma mudança no tempo: o dia estava nublado, criando uma atmosfera diferente e igualmente charmosa em Morro de São Paulo. As nuvens baixas davam um ar místico à paisagem, transformando a ilha em um cenário quase cinematográfico. Após o café da manhã, decidimos que este seria um dia perfeito para uma caminhada mais contemplativa e exploração gastronômica.

Durante nossa caminhada matinal pelas ruas da vila, descobrimos cantos que ainda não havíamos explorado e observamos a vida local se desenrolando em ritmo mais lento devido ao tempo nublado. Foi interessante ver como a mudança climática alterava a dinâmica da ilha, tornando-a mais introspectiva e acolhedora.

Buda Beach Bar

Nossa grande descoberta do dia foi o Buda Beach Bar, onde recebemos um atendimento verdadeiramente especial do Rodrigo. Este estabelecimento se destacou não apenas pela qualidade da comida, mas pela hospitalidade genuína que encontramos lá.

A experiência começou com uma cortesia da casa: dadinhos de tapioca com geleia de pêra. Esta combinação inusitada – o salgado crocante da tapioca contrastando com o doce refinado da geleia de pêra – foi uma revelação gastronômica que mostrou a criatividade da culinária local.

Para o prato principal, pedimos filé mignon na chapa com cebola e fritas. A carne estava no ponto perfeito, suculenta e macia, grelhada de forma simples mas eficiente que realçava seu sabor natural. As cebolas caramelizadas e as batatas fritas completavam um prato honesto e saboroso. Tudo acompanhado de nossas já tradicionais caipiroskas e uma seleção musical muito bem escolhida que tornava o ambiente ainda mais agradável.

O Rodrigo, com sua simpatia e profissionalismo, fez toda a diferença na experiência. É esse tipo de atendimento personalizado que transforma uma refeição em uma memória especial, mostrando que a hospitalidade baiana vai muito além dos estereótipos – é genuína e calorosa.

Retorno ao Merino’s

À noite, decidimos retornar ao Merino’s Restaurante, que havia nos conquistado na noite anterior. Desta vez, optamos por uma experiência mais refinada, começando com carpaccio de entrada. O prato estava impecável: fatias finas de carne crua temperadas com azeite, alcaparras e parmesão, criando uma entrada elegante e saborosa.

Para o prato principal, escolhemos linguine ao azeite de manjericão com camarão e tomate cereja. Esta criação italiana com sotaque tropical era exatamente o que esperávamos: a massa al dente, o azeite aromático de manjericão, camarões frescos e os tomatinhos cereja que explodiam sabor a cada garfada. O equilíbrio entre os ingredientes era perfeito, mostrando a habilidade da cozinha em harmonizar tradições culinárias.

E é claro, mais caipiroscas para acompanhar – nossa bebida oficial da viagem havia se tornado parte integral de cada experiência gastronômica.

Dia 6 – 20/11 (Quinta-feira): Despedida da Ilha Paradisíaca

Chegou o momento mais difícil de qualquer viagem inesquecível: a despedida. Acordamos sabendo que este seria nosso último café da manhã com aquela vista deslumbrante que havia se tornado parte de nossa rotina. Cada garfada, cada gole de café, cada olhar para o horizonte infinito carregava o peso da nostalgia antecipada.

O check-out da Pousada Passárgada foi melancólico, mas também repleto de gratidão. Durante esses seis dias, o local havia sido muito mais que uma hospedagem – tinha sido nosso refúgio, nosso mirante privativo para os pores do sol, nossa base para todas as aventuras vividas.

Às 11h30, embarcamos no catamarã com destino de volta a Salvador. Desta vez, enfrentamos condições marítimas bem diferentes da viagem de ida. O mar estava agitado, com ondas maiores que balançavam a embarcação de forma mais intensa. Chegamos muito em cima da hora e tivemos que sentar bom na primeira fileira, onde o impacto era ainda maior. Infelizmente, várias pessoas passaram mal durante a travessia, incluindo a Val, que sofreu com o enjoo causado pelo movimento irregular do barco.

“O mar mexido nos lembrou que a natureza tem seu próprio ritmo e humor. Mesmo sendo desconfortável, era parte da experiência autêntica de viajar por estas águas atlânticas.”

Apesar do desconforto da travessia, chegamos em segurança a Salvador. Do Terminal Náutico, pegamos um Uber direto para o Gran Hotel Stella Maris (bastante conhecido por nós) onde passaríamos momentos de nostalgia nesta viagem de aniversário inesquecível.

Curiosidades e Características Únicas

Vila Sem Carros: Uma das características mais charmosas de Morro de São Paulo é a ausência quase total de automóveis. Apenas veículos autorizados podem circular – basicamente motos, quadriciclos e caminhonetes 4×4 das agências de turismo. Esta política preserva tanto o ambiente quanto a atmosfera única da vila.

Os Carregadores: Uma profissão tradicional da ilha são os carregadores de bagagem. Estes trabalhadores, organizados em associação, são responsáveis por transportar as malas dos turistas do pier até as pousadas. É uma tradição que existe há décadas e faz parte da experiência autêntica de visitar a ilha.

Orientação por Praias: Diferentemente de cidades convencionais com ruas e números, Morro de São Paulo se organiza geograficamente pelas praias numeradas. Os endereços são dados como “Segunda Praia”, “próximo à Terceira Praia”, etc.

Acesso Restrito: A ilha só pode ser alcançada por via marítima ou aérea. Esta limitação natural ajuda a preservar suas características únicas e controlar o fluxo turístico.

Como Chegar a Morro de São Paulo

Existem quatro formas principais de alcançar este paraíso baiano:

  • Catamarã de Salvador: A forma mais popular, com saída do Terminal Turístico Náutico. Viagem de aproximadamente 2h30, com paisagens belíssimas durante o trajeto.
  • Lancha Rápida: Mais cara mas mais rápida, ideal para quem tem pouco tempo disponível.
  • Transfer Semi-terrestre: Combinação de transporte terrestre até Valença e depois lancha. Opção mais econômica.
  • Táxi-aéreo: A mais rápida e cara, com duração de apenas 30 minutos. Oferece vistas aéreas espetaculares da região.

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